A reportagem especial de capa da revista Melhor do mês de julho, escrita pela  jornalista Silvia Torikachvili, traz um assunto bem interessante ao meio corporativo: Motivação.

Segundo Fernando Montovani, diretor de operações da Robert Half, o brasileiro é um trabalhador motivado e tem maior envolvimento com a companhia na qual trabalha se comparado com trabalhadores norte-americanos e europeus. Porém, juntamente com o alto índice de motivação, o brasileiro tem certa urgência em subir na carreira e não esconde isso da empresa, podendo trocar facilmente de trabalho, caso sinta que não há expectativas de crescimento.

Diante deste cenário, as empresas investem em planos de retenção de talentos e diversos benefícios são colocados em prática, como exemplos: MBA, ajuda de custos, academia, seguros, etc.

Contudo, a motivação ajuda a favorecer a atividade produtiva. Conforme a pesquisa Regus, que cruza os indicadores de satisfação profissional com a opinião de trabalhadores sobre o nível de equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, a qualidade de vida no Brasil melhorou, embora a carga de trabalho tenha aumentado. A pesquisa feita com 16 mil profissionais, em mais de 80 países, constatou pontuação do Brasi de 151, enquanto a média global é de 124. Segundo a pesquisa, o Brasil foi o país que mais apresentou evolução no quesito qualidade de vida no trabalho, embora esteja trabalhando mais, também está mais satisfeito e motivado. 

Além disso, o estudo aponta que o trabalhador brasileiro tem metas bem definidas e se preocupa com a importância das atividades que realiza em seu trabalho.

Além destes diferenciais, a matéria fala sobre outro ponto que se destaca entre os profissionais do país, a espiritualidade. Segundo a opinião de alguns especialistas, essa geração busca um motivo a mais ou um significado a mais para seu trabalho, do que somente produzir. Há pessoas procurando novas conexões com o trabalho, como terapia, ioga, religião, entre outras. 

As empresas buscam cultivar esse engajamento nos funcionários e mantê-los motivados com novos desafios, mas a tarefa é árdua, já que essa geração é mais imediatista, conectada e tem mais pressa. 

Conforme a pesquisa Gallup, realizada em 2013, os líderes mundiais precisam elevar os níveis de engajamento de suas equipes. A motivação do colaborador é vital para qualquer empresa. 

Motivação e engajamento aparecem também na pesquisa da empresa Catho Online, com cerca de 46 mil entrevistados sobre os fatores que mais motivam os profissionais numa escala de 0 a 10. Bom relacionamento no trabalho foi a preocupação mais citada, com nota 8,6. Ser reconhecido como bom profissional pelo chefe teve 8,4 e fazer o que gosta, com 8,0. 

Por fim, a matéria aponta os bons salários também como motivação para o trabalho. Embora muitos trabalhadores não tenham no salário a maior motivação, a qual emgloba fatores como crescimento na carreira dentro da empresa, ambiente de trabalho, entre outros. Estar no setor certo, com o qual o trabalhador se identifique também é um fator motivador. Desta forma ele realiza seu trabalho com maior motivação e como consequência obtém maiores resultados financeiros para ele e para a empresa.

Fonte: Revista Melhor - Gestão de Pessoas, Julho de 2014.