Mudar do livro ponto para ponto eletrônico  é mais do que vantajoso, é essencial. O gestor sempre deve levar em conta que após implementado o sistema traz segurança e comodidade para rotina da empresa.

Se uma empresa está crescendo e já ultrapassou a marca de 10 empregados, ela deverá realizar o registro de ponto dos funcionários (conforme o Art. 74, § 2º da CLT). O ponto é um direito do trabalhador, pois permite que ele seja remunerado pelas horas extras de trabalho dedicadas à empresa.

Pontos manuais, como o livro de ponto, possuem altas chances de erros. Por isso, é recomendada a automatização desse processo pelo registro de ponto eletrônico. Entretanto, como migrar o livro de ponto para ponto eletrônico sem dificuldades? Veja alguns pontos para se levar em conta.

Escolha um bom produto

O ponto eletrônico é uma tecnologia que elimina ou reduz consideravelmente as possibilidades de fraude no registro das horas de trabalho dos colaboradores.  Mas, para isso é necessário escolher um produto de qualidade no mercado. Um sistema falho pode ocasionar complicações judiciais e prejuízos financeiros para empresa. Além disso, é importante que a empresa seja ativa no processo de implementação, para que tudo seja feito da maneira correta e forma prática.

Faça a mudança de acordo com a Legislação

Por conta da Portaria nº 1.510/2009 do MTE, é necessário realizar a migração do livro de ponto para ponto eletrônico de forma cuidadosa. Há uma série de especificidades técnicas e certificações necessárias e, portanto, é recomendável a contratação de um serviço terceirizado para realizar a migração mais facilmente.

Traga as vantagens para os funcionários

Explique para a equipe como funciona o registro de ponto eletrônico indicando seus benefícios para a segurança e comodidade dos colaboradores. Entre as principais vantagens, está a precisão da contagem de horas e a diminuição de chance de fraudes.

É importante esclarecer as diferenças entre banco de horas ou pagamento por horas extras, por exemplo. A contabilidade de horas extras trabalhadas é um dos principais pontos de reclamações trabalhistas. Demonstrar as vantagens dessa transição impede a resistência da equipe a essa mudança tecnológica.